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		<title>O fotodocumentarismo de Robert Frank: The Americans</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 02:54:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardonozari</dc:creator>
				<category><![CDATA[outras coisas]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
A proposta deste blog é falar de cinema. E mesmo que isto aqui esteja meio jogado às traças, pretendo manter a linha editorial. Hoje, entretanto, na primeira atualização em meses, o assunto é outro. Uma homenagem ao Dia Mundial da Fotografia, comemorado ontem, 19 de agosto. Publico então um mini-artigo/biografia sobre Robert Frank, escrito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=410&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">A proposta deste blog é falar de cinema. E mesmo que isto aqui esteja meio jogado às traças, pretendo manter a linha editorial. Hoje, entretanto, na primeira atualização em meses, o assunto é outro. Uma homenagem ao Dia Mundial da Fotografia, comemorado ontem, 19 de agosto. Publico então um mini-artigo/biografia sobre Robert Frank, escrito em colaboração com minhas colegas Carine Wallauer, Roberta Roth e Simone Bertuzzi para a disciplina de Fotojornalismo, e algumas fotos do principal trabalho de Frank, o livro <em>The Americans</em>.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.lensculture.com/webloglc/images/frank_1.jpg" alt="" width="405" height="264" /></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Pessoas e objetos rotineiros. Sujeitos presentes em toda parte, que passam despercebidos, sobre os quais não refletimos. Esse, pode-se dizer, foi o mote, a característica marcante das fotografias do suíço Robert Frank, um dos mais norte-americanos fotógrafos do século XX. Nascido em 1924, em Zurique, Frank teve lá seu primeiro contato com a fotografia, inspirado pelos periódicos ilustrados da Europa da década de 1930.</p>
<p style="text-align:justify;">Robert Frank, no entanto, nunca se preocupou em retratar o próprio país ou seu desolado continente pós-guerra. No final da década de 1940 viajou pela América do Sul e logo em seguida foi procurar trabalho nos Estados Unidos, dita terra da liberdade. Em Nova York foi apadrinhado por diversos fotógrafos locais. Trabalhou com moda por algum tempo, mas, apesar de compensatória, a fotografia de moda era segura. E o excesso de segurança, ou a falta do risco, havia sido um dos motivos pelos quais Frank havia deixado a Suíça. Segundo ele mesmo, o que mais o atraía nos Estados Unidos antes de chegar lá eram os banheiros e as geladeiras. No entanto, a primeira coisa que o impressionou quando desceu do avião foi uma auto-estrada repleta de carros. O símbolo de liberdade de um país onde, com um automóvel, se pode ir do Atlântico ao Pacífico. Foi o que ele fez.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2225/2416155925_a64fb24911.jpg" alt="" width="405" height="272" /></p>
<p style="text-align:justify;">Bolsista da Fundação Guggenheim, Frank cruzou a “América” entre 1955 e 1956, fotografando uma face mais sombria e realista do país que propagava aos quatro cantos do mundo a perfeição cinematográfica de Hollywood. Muito comparado a <em>On the Road</em>, livro de Jack Kerouac também fruto de uma viagem rodoviária pelos Estados Unidos, o projeto de Robert Frank surgiu como uma forma de elucidar o povo americano sobre ele mesmo, tentar trazer um reflexo àquele país de dimensões continentais.</p>
<p style="text-align:justify;">À medida que Frank viajava de Chicago a São Francisco, de Houston a Nova York, o futuro livro tomava forma e se tornava mais focado. O fotógrafo passou a se tornar atraído não simplesmente por objetos e personagens concretos (bandeiras, cowboys, motociclistas, <em>jukeboxes</em>&#8230;), mas pelo sentimento que esses transmitiam. O que o atraía em hotéis era a solidão, a melancolia das luzes noturnas, o isolamento das pessoas sentadas em paradas de ônibus. Suas fotos, embora muitas vezes passem a idéia de movimento, são imagens estáticas, congeladas, de personagens imóveis. Recurso, segundo Frank, essencial para uma boa fotografia: “A foto é tanto mais interessante quando nos faz pensar no que aconteceu antes e no que acontecerá depois – a imagem fixa permanecendo no meio”.  Raramente conversava com as pessoas que fotografava. O objeto não era o que mais importava pra ele, mas o que se podia sentir sobre e através dele.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://phomul.canalblog.com/images/Robert_Frank_political.JPG" alt="" width="415" height="271" /></p>
<p style="text-align:justify;">Ao final de sua viagem de quase dois anos Robert Frank possuía cerca de 28000 negativos. Desses, publicou 83 em seu livro, intitulado simplesmente <em>The Americans</em>. Editado pelo fotógrafo francês Robert Delpire, com textos de Alain Bosquet e prefácio de Jack Kerouac, o livro foi lançado na Europa em 1958. Um ano mais tarde, quando chegou aos Estados Unidos, <em>The Americans</em> desagradou aos próprios intitulados, os americanos, que se viram muito menos glamorosos do que julgavam ser. Frank chegou a ser considerado como mais um estrangeiro empenhado em destruir a imagem da “América”. Foi comparado a Walker Evans, americano nato que fotografara na década de 30 projeto semelhante, mas a serviço do governo, através da <em>Farm Security Administration.</em> Evans dignificara a miséria estado-unidense, e Frank, apesar de fascinado pelo país, desmontou tudo. Hoje, nos Estados Unidos e em qualquer lugar, <em>The Americans</em> é considerado um marco na história da fotografia.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.americanethnography.com/img/robert-frank-americans-indianapolis.jpg" alt="" width="406" height="272" /></p>
<p style="text-align:justify;">Publicado o livro, Robert Frank não realizou mais nenhum trabalho fotográfico inédito de complexidade ou relevância semelhante. Tornou-se um artista de vanguarda, conceitual. Com o passar do tempo sua obra se tornou mais flexível, informal, e muito ligada à idéia de movimento. Realizou composições de forma dinâmica, desequilibradas, fora de ordem, instáveis, fora de foco, muito claras ou muito escuras. Por vezes, parecendo que nem sequer olhava através do visor ou verificava os controles da câmara. No entanto, Frank havia aprendido o suficiente sobre a relação entre tons e escalas para provocar a sensação de peso ou leveza que desejava. Sabia que as sombras ou os desfoques deveriam ser legíveis, ou até mesmo abstratos, mas ainda assim expressivos e instigantes. Percebeu também, cada vez mais profundamente, que seu estilo anterior, refinado, lírico, era grosseiramente incapaz de transmitir a dureza da vida que encontrou, bem como a multiplicidade de incertezas de seus próprios sentimentos e experiências.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://gemmalou75.files.wordpress.com/2009/04/robert_frank_americans_p37_500px.jpg?w=405&#038;h=291" alt="" width="405" height="291" /></p>
<p style="text-align:justify;">A partir de 1959 Robert Frank passou a se dedicar ao cinema. Seu primeiro filme, <em>Pull My Daisy, </em>teve Jack Kerouac como narrador e seguiu os passos da recém-formada geração <em>beat, </em>composta principalmente por artistas libertários, hedonistas e, de certa forma, espiritualizados. De 1959 até 2000, ano de lançamento de seu último filme, Frank realizou 21 projetos cinematográficos. Curiosamente, só ocupou a posição de diretor de fotografia em três deles.</p>
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		<title>Star Trek</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 04:07:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardonozari</dc:creator>
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Toda vez que é lançado um novo filme baseado em livros, quadrinhos ou séries antigas – o que, nos últimos anos, tem acontecido mais ou menos de mês em mês – surge o dilema: como agradar aos fãs e, ao mesmo tempo, se fazer compreensível ao grande público? Não posso responder pelo primeiro grupo, mas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=378&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-405" src="http://sobretudocinema.files.wordpress.com/2009/06/spock1.jpg?w=430&#038;h=286" alt="" width="430" height="286" /></p>
<p style="text-align:justify;">Toda vez que é lançado um novo filme baseado em livros, quadrinhos ou séries antigas – o que, nos últimos anos, tem acontecido mais ou menos de mês em mês – surge o dilema: como agradar aos fãs e, ao mesmo tempo, se fazer compreensível ao grande público? Não posso responder pelo primeiro grupo, mas, para mim, um iniciante em jornadas estelares, <em>Star Trek</em> (EUA/ Alemanha, 2009) superou as expectativas.</p>
<p style="text-align:justify;">O longa se baseia na primeira versão do seriado <em>Jornada nas Estrelas</em>, produzido entre 1966 e 1969 nos Estados Unidos, que acompanhava as aventuras interplanetárias da nave Enterprise, em pleno século XXIII. Com o cancelamento do programa no final da década de 60 e com a legião de fãs ávidos por novas histórias, foram surgindo derivados, com personagens e cronologias bem distantes da série original. Ao todo foram cinco versões televisivas e mais 10 longas feitos para o cinema.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Star Trek</em>, o décimo primeiro filme, narra a viagem inaugural de Enterprise e de seus ainda novatos tripulantes. No enredo, James T. Kirk é um jovem rebelde cujo pai, morto em uma missão, é tido como herói na Frota Estelar. Meio sem rumo na Terra, Kirk aceita ingressar na academia de cadetes da Frota, onde conhece o orelhudo e semi-humano Spock. Três anos mais tarde, em sua primeira viagem, Enterprise tem que enfrentar um grupo de alienígenas vindos do futuro e Kirk se vê obrigado a assumir o comando da nave para salvar o universo.</p>
<p style="text-align:justify;">O roteiro segue bem o modelo hollywoodiano de evolução dramática, cheio dos cronometrados “pontos de tensão”, e se desenrola numa marcha pra lá de acelerada. Nada, no entanto, impossível de se acompanhar. O filme vende muito bem a realidade futurista, fazendo com que nem sequer as passagens mais fantasiosas pareçam inverossímeis.</p>
<p style="text-align:justify;">Clichês também foram superados. Mesmo estando longe de uma originalidade criativa, <em>Star Trek</em> consegue pelo menos contextualizar seus vilões. Ao estilo <em>Blade Runner</em>, aqui eles ultrapassam a típica rasa complexidade dos inimigos e expõem explicações por trás de seus atos. Com algum esforço é até possível extrair algumas questões filosóficas.</p>
<p style="text-align:justify;">Os fãs, entretanto, querem sempre mais do mesmo. Como sou leigo no universo <em>trekker</em>, infelizmente não posso adiantar quais foram as referências que o diretor J. J. Abrams preparou. Mas independentemente das piadinhas internas, <em>Star Trek</em> é um ótimo exemplar de cinema-entretenimento. Um filme que cumpre muito bem a proposta que faz: dar nova vida a uma franquia que ainda tem muitas galáxias a percorrer.</p>
<p style="text-align:justify;">
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  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobretudocinema.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobretudocinema.wordpress.com/378/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobretudocinema.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobretudocinema.wordpress.com/378/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobretudocinema.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobretudocinema.wordpress.com/378/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobretudocinema.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobretudocinema.wordpress.com/378/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobretudocinema.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobretudocinema.wordpress.com/378/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=378&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Quem quer ganhar um Oscar?</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 04:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardonozari</dc:creator>
				<category><![CDATA[em dvd, ou não]]></category>
		<category><![CDATA[outras coisas]]></category>

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Bem, como dá para ver, o blog hibernou em pleno verão. No post anterior eu disse que ia tentar mantê-lo ativo durante as férias… não deu. Mas agora, com o ano de fato começando, tudo volta ao normal. Para então dar início a 2009 por aqui segue o texto abaixo, sobre o temido Oscar:
. . [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=310&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-332" src="http://sobretudocinema.files.wordpress.com/2009/03/slumdogmillionaire_14.jpg?w=420&#038;h=280" alt="" width="420" height="280" /></p>
<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10pt;text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Bem, como dá para ver, o blog hibernou em pleno verão.</span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> No post anterior eu disse que ia tentar mantê-lo ativo durante as férias… não deu. Mas agora, com o ano de fato começando, tudo volta ao normal. Para então dar início a 2009 por aqui segue o texto abaixo, sobre o temido Oscar:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A cerimônia de entrega dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood é uma grande festa para o cinema dos Estados Unidos. E uma grande ironia também. Criação de um país que se diz defensor da democracia e da liberdade, o Oscar tem um conhecido histórico de injustiças. Está certo que na maioria dos casos os vencedores fazem por merecer, mas não ganham a estatueta dourada exatamente por seus méritos. Ganham devido às grandes campanhas que os estúdios empreendem nos bastidores. Festinhas particulares, presentes para os votantes e por aí vai. Por isso que quase todo ano existe um filme franco favorito ao prêmio: ele não é descaradamente superior aos demais, ele simplesmente fez a melhor campanha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">E foi isso o que aconteceu em 2009. <em><span style="font-family:Verdana;">Quem Quer Ser um Milionário? </span></em>(Slumdog Millionaire, Inglaterra/França, 2008) foi um projeto feito com pouco dinheiro, na raça dos seus realizadores. Os estúdios Fox viram no filme uma luz dourada e resolveram comprar os direitos para a distribuição nos Estados Unidos. Fizeram uma grande campanha na temporada-prêmio seguindo a linha “o patinho feio que virou cisne”. Deu certo. O longa arrecadou 8 Oscars no dia 22 de fevereiro, incluindo o de melhor filme. Infelizmente, poucos deles realmente merecidos. Contando a história de um favelado indiano que inesperadamente chega à pergunta de 20 milhões de rúpias em um programa de TV, <em><span style="font-family:Verdana;">Quem quer ser um milionário? </span></em>é um falso filme diferente. Tem um enredo diferente, uma estética diferente e uma narrativa diferente, mas resulta no mesmo clichê de sempre. No fundo, o filme segue a estrutura dos contos de fadas infantis, substituindo a magia por coincidências do destino.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10pt;text-align:justify;"><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--> <span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Dentre os demais indicados ao Oscar de melhor filme, realmente não se pode dizer que houvesse uma obra-prima. Mas, na minha opinião, pelo menos dois dos concorrentes seriam mais merecedores do grande prêmio. <em><span style="font-family:Verdana;">Frost/Nixon </span></em>(EUA/Inglaterra/França, 2008) acerta em cheio ao mostrar os bastidores da entrevista em que o ex-presidente americano Richard Nixon confessa os crimes cometidos durante seu mandato. As atuações de Frank Langella (deveria ter ganho como melhor ator) e de Michael Sheen, como Nixon e seu entrevistador, respectivamente, são fantásticas. Já <em><span style="font-family:Verdana;">O Curioso Caso de Benjamin Button </span></em>(The Curious Case of Benjamin Button, EUA, 2008) segue uma linha mais clássica: a jornada do personagem ao longo da vida. Apesar de parecer bem original, a saga de um homem que nasce velho e vai rejuvenescendo acaba caindo no lugar comum. A atuação de Brad Pitt também não ajuda, mas o detalhe é que, mesmo com essas falhas, o longa é extremamente bem feito e cumpre fielmente a sua proposta, ser um filme sobre histórias humanas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10pt;text-align:justify;"><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--> <span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">. </span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Para encerrar, um ótimo título que nem sequer figurou entre os indicados à categoria principal: <em><span style="font-family:Verdana;">Dúvida </span></em>(Doubt, EUA, 2008). O roteiro, baseado na peça teatral homônima, é tão bom que seria uma pena contar aqui o enredo. Basta dizer que excelentes atuações e debates inéditos em uma sociedade presa sempre às mesmas discussões fazem de <em><span style="font-family:Verdana;">Dúvida</span></em> um dos melhores filmes do ano. Grande coisa que não tenha ganhado nenhuma estatueta. Afinal, Oscar é Oscar, e nada mais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10pt;text-align:right;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><em>Publicado originalmente na revista News &#8211; Nº 81.</em><br />
</span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobretudocinema.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobretudocinema.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobretudocinema.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobretudocinema.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobretudocinema.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobretudocinema.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobretudocinema.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobretudocinema.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobretudocinema.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobretudocinema.wordpress.com/310/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=310&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Todos os homens do presidente</title>
		<link>http://sobretudocinema.wordpress.com/2008/12/22/todos-os-homens-do-presidente/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 02:04:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardonozari</dc:creator>
				<category><![CDATA[em dvd, ou não]]></category>

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		<description><![CDATA[
Já é Natal. As aulas acabaram e os dias de bobeira finalmente chegaram, mas vou tentar manter o blog ativo mesmo assim. Afinal, ele ainda não completou um ano de serviço e, portanto, não tem direito a férias. Mas como quem vos escreve pretende não pensar muito por dois meses, vou ir postando textos e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=296&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://timesonline.typepad.com/photos/uncategorized/all_the_presidents_men.jpg" alt="" width="427" height="273" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Já é Natal.</span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> As aulas acabaram e os dias de bobeira finalmente chegaram, mas vou tentar manter o blog ativo mesmo assim. Afinal, ele ainda não completou um ano de serviço e, portanto, não tem direito a férias. Mas como quem vos escreve pretende não pensar muito por dois meses, vou ir postando textos e matérias já prontas. Este sobre </span><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Todos os Homens do Presidente</span></em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">, por exemplo, foi feito para a cadeira de Assessoria de Imprensa I. Escrevi em cima da hora na ocasião, então, por favor, perdoem as informações jogadas de qualquer jeito e, principalmente, o final clichê. Eu até arrumaria, mas, como eu disse, os dias de bobeira finalmente chegaram. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O texto:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10pt;text-indent:35.4pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Episódios verídicos normalmente levam certo tempo até serem adaptados para o cinema de ficção. Produtores e diretores preferem que alguns anos transcorram entre o fato e sua versão cultural: a poeira já baixou, o pessoal já esqueceu e então o caminho fica livre para o triunfo em defesa da memória. Nada de errado em seguir essa regra, mas é necessário coragem para ser a exceção: característica perceptível em </span><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Todos os Homens do Presidente</span></em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">, filme que não só suscita a memória nos dias de hoje, como também serve de exemplo (sem prazo de validade) para jornalistas ao redor do mundo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10pt;text-indent:35.4pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O longa-metragem, que retrata a conturbada saga verídica vivenciada por dois repórteres do Washington Post enquanto cobriam o caso Watergate, em 1972, foi lançado apenas quatro anos após o fato. Um período curto ainda mais se levarmos em conta a magnitude do escândalo: abalou toda a estrutura do segundo governo do republicano Richard Nixon e culminou com a renúncia do presidente. A audácia do produtor Walter Coblenz e do diretor Alan J. Pakula em  realizar <em><span>Todos</span></em><em><span> os Homens do Presidente</span></em> no calor da hora talvez tenha sido inspirada no próprio ímpeto dos repórteres, protagonistas da história e autores do livro que embasou o longa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10pt;text-indent:35.4pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Retratados no filme como profissionais decididos, Carl Bernstein e Bob Woodward (Dustin Hoffman e Robert Redford, respectivamente) tiveram que defender a pauta perante os editores do jornal ao mesmo tempo em que apuravam informações driblando a lei do silêncio imposta pelo partido republicano aos seus membros. A persistência dos repórteres talvez tenha sido valorizada na versão cinematográfica, mas com certeza foi decisiva para o futuro daquela reportagem. </span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobretudocinema.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobretudocinema.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobretudocinema.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobretudocinema.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobretudocinema.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobretudocinema.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobretudocinema.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobretudocinema.wordpress.com/296/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobretudocinema.wordpress.com/296/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobretudocinema.wordpress.com/296/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=296&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Vicky Cristina Barcelona</title>
		<link>http://sobretudocinema.wordpress.com/2008/12/02/vicky-cristina-barcelona/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 19:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardonozari</dc:creator>
				<category><![CDATA[em dvd, ou não]]></category>

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		<description><![CDATA[
Como já expressei algumas outras vezes aqui, sou um admirador de Woody Allen. E como todo bom fã do baixinho semi-calvo, estava ansioso para assistir ao seu novo e aclamado longa. Confesso que minha expectativa estava lá em cima e talvez por isso um pouco de decepção tenha sido inevitável, mas, mesmo assim, não posso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=275&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"><img class="aligncenter size-full wp-image-278" src="http://sobretudocinema.files.wordpress.com/2008/12/2008_vicky_christina_barcelona_007.jpg?w=420&#038;h=279" alt="" width="420" height="279" /></span><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Como já expressei algumas outras vezes aqui, sou um admirador de Woody Allen.</span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> E como todo bom fã do baixinho semi-calvo, estava ansioso para assistir ao seu novo e aclamado longa. Confesso que minha expectativa estava lá em cima e talvez por isso um pouco de decepção tenha sido inevitável, mas, mesmo assim, não posso negar que <em>Vicky Cristina Barcelona</em> é um grande filme.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O enredo acompanha alguns meses na vida de duas estudantes americanas, Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson), que resolvem passar as férias de verão em Barcelona. Lá elas conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um pintor boa pinta – com o perdão do trocadilho – recém-saído de um casamento fracassado. Juntamente a Maria Elena (Penélope Cruz), a ex-esposa, os três formam uma espécie de quadrângulo amoroso. A trama em si não chega a ser cômica, embora a comédia perpasse todo o filme. São as situações e os diálogos arquitetados por Woody Allen que dão o ar da graça.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> Além da comicidade, outras características dos grandes filmes do diretor estão presentes em <em>Vicky Cristina Barcelona</em>. Woody retorna com sua visão realista-exagerada dos relacionamentos amorosos, onde paixão e dúvida sempre andam de mãos dadas. E, apesar de o cineasta não dar as caras no filme, sua peculiar neurose está presente o tempo todo, revezada entre os personagens principais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O ingrediente inédito que o filme traz para a bagagem do diretor é a sensualidade. Contando com a beleza do elenco e com a estética caliente de Barcelona, Woody não precisa mostrar mais do que 10cm² de pele para passar o seu recado. Entre os atores, quem melhor transita do sexy ao neurótico é, sem dúvida, Penélope Cruz. A atriz trouxe um pouco da vitalidade de seus papéis nos filmes de Almodóvar, mas sem perder a sutiliza de um personagem típico de Woody Allen. Uma combinação que só podia dar certo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:36pt;line-height:normal;text-align:right;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><em>Publicado originalmente no jornal Pois É &#8211; Nº 22.</em><br />
</span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobretudocinema.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobretudocinema.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobretudocinema.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobretudocinema.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobretudocinema.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobretudocinema.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobretudocinema.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobretudocinema.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobretudocinema.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobretudocinema.wordpress.com/275/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=275&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Quantum of solace</title>
		<link>http://sobretudocinema.wordpress.com/2008/11/18/quantum-of-solace/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 18:17:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardonozari</dc:creator>
				<category><![CDATA[em dvd, ou não]]></category>

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		<description><![CDATA[.
James Bond é um veterano de guerra. Já enfrentou bombas atômicas, conspirações internacionais e milionários lunáticos donos de engenhocas mortais. Problemas rotineiros na vida de um agente secreto. Em seu mais recente longa, no entanto, 007 se depara com um desafio inédito: a continuação. 
Eu explico. Costumeiramente os filmes de James Bond possuem tramas independentes, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=265&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></strong><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><img class="aligncenter size-full wp-image-268" src="http://sobretudocinema.files.wordpress.com/2008/11/quantum_of_solace1.jpg?w=420&#038;h=235" alt="" width="420" height="235" /></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">James Bond é um veterano de guerra.</span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> Já enfrentou bombas atômicas, conspirações internacionais e milionários lunáticos donos de engenhocas mortais. Problemas rotineiros na vida de um agente secreto. Em seu mais recente longa, no entanto, 007 se depara com um desafio inédito: a continuação. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:normal;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Eu explico. Costumeiramente os filmes de James Bond possuem tramas independentes, sem conexão com a anterior e sem deixar pontas soltas (pelo menos não de propósito). Foi seguindo essa fórmula que a série conseguiu produzir 21 episódios, sem nunca sofrer com a pressão de ter que fazer uma seqüência tão boa quanto o original. Mas algumas mudanças começaram a ocorrer em <em>Cassino Royale</em>, penúltimo longa do espião. As inovações – James Bond se apaixona e cogita abandonar o serviço secreto, para citar duas – conquistaram o público e fizeram do filme a maior bilheteria de todos os capítulos de 007 até hoje. Talvez por isso os roteiristas de <em>Quantum of Solace</em> (EUA, 2008) tenham resolvido dar continuidade à trama de <em>Cassino Royale</em>. O que, infelizmente, não funcionou muito bem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">         O enredo do longa é mais ou menos o seguinte: investigando os eventos do filme anterior, James Bond (Daniel Craig) chega ao Haiti, onde descobre as atividades de Dominic Greene (Mathieu Amalric), um mercenário que ganha a vida depondo governos de países subdesenvolvidos. O trabalho do momento é na Bolívia, onde um ex-ditador contrata os serviços do vilão a fim de retomar o poder. Bond, então, aterrissa em solo andino para desbaratar o esquema e descobrir as verdadeiras intenções de Greene, mas não consegue parar de pensar em como vingar Vésper, sua amada morta no filme anterior<em>.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:normal;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Tramas complexas sempre foram uma característica de 007, mas em <em>Quantum of Solace</em> o problema é mais acentuado, já que algumas informações e personagens apresentados em <em>Cassino Royale</em> são dadas como velhas conhecidas do público. Além disso, o filme não conseguiu manter o alto nível em alguns aspectos que garantiram o sucesso de seu antecessor, como a boa atuação do protagonista e cenas de ação bem fundamentadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">         Os pontos fracos de <em>Quantum of Solace</em>, entretanto, não fazem dele um mau filme. Na minha opinião, ainda é superior à média dos demais 007. Só teve o azar de suceder justamente <em>Cassino Royale,</em> a obra-prima da família Bond.</span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobretudocinema.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobretudocinema.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobretudocinema.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobretudocinema.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobretudocinema.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobretudocinema.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobretudocinema.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobretudocinema.wordpress.com/265/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobretudocinema.wordpress.com/265/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobretudocinema.wordpress.com/265/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=265&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Coisa na Roda</title>
		<link>http://sobretudocinema.wordpress.com/2008/10/31/coisa-na-roda/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 14:02:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardonozari</dc:creator>
				<category><![CDATA[em dvd, ou não]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não sei se é impressão minha, mas tenho notado que entre os meses de setembro e dezembro nada comercialmente significativo é lançado nos cinemas. É o período da entressafra de Hollywood: as produções bombásticas do verão americano já foram embora e os filmões candidatos ao Oscar ainda não estrearam. Aproveitando esse déficit de lançamentos, vou comentar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=248&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em><img class="aligncenter size-full wp-image-254" src="http://sobretudocinema.files.wordpress.com/2008/10/sem-titulo-21.jpg?w=419&#038;h=282" alt="" width="419" height="282" /></em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Não sei se é impressão minha, mas tenho notado que entre os meses de setembro e dezembro nada comercialmente significativo é lançado nos cinemas.</span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">É o período da entressafra de Hollywood: as produções bombásticas do verão americano já foram embora e os filmões candidatos ao Oscar ainda não estrearam. Aproveitando esse déficit de lançamentos, vou comentar um dvd.</span></p>
<p style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O nome do filme é <em><span style="font-family:Verdana;">Coisa na Roda</span></em>, uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre que desenterrei na videoteca da Unisinos. O longa, captado em super-8 em 1982, foi dirigido por Werner Schünemann, hoje ator global. Vale ressaltar que na década de 80 a Casa de Cinema funcionava como uma cooperativa, com uns 13 membros. Foi durante o governo Collor que a situação complicou e a produtora encolheu, se resumindo aos seis sócios que permanecem até hoje.</span></p>
<p style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Voltando ao assunto, <em><span style="font-family:Verdana;">Coisa na Roda</span></em> retrata a amizade de quatro jovens que dividem um apartamento em Porto Alegre no início dos anos 80. Estudantes, militantes e sem dinheiro, eles aceitam um quinto morador, já formado e um tanto desiludido ideologicamente. Em pouco tempo a presença desse semi-estranho abala a relação dos quatro amigos. Tal enredo, que poderia não resultar em nada de mais, acaba se transformando no retrato de uma época e de um ambiente, ambos extintos: as experiências e incertezas da juventude com certeza sempre vão existir, mas me parece que nunca mais terão o peso que tiveram entre as décadas de 60 e 80.</span></p>
<p style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Assim como quase todo super-8, o filme possui algumas salutares deficiências técnicas. A cópia foi remasterizada antes de ser passada para dvd (a versão original já estava em frangalhos), mas permaneceram a dublagem, a fotografia lavada e as ranhuras na película que, convenhamos, têm o seu charme. A trilha sonora, mesmo equivocada na cena final, completa o clima independente do longa.</span></p>
<p style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O problema para assistir a <em><span style="font-family:Verdana;">Coisa na Roda </span></em>é que o dvd não foi comercializado e acredito que também não está disponível nas locadoras. Mas aqui em São Leopoldo quem estiver interessado pode entrar em contato comigo ou então recorrer ao acervo da Unisinos. Afinal, é sempre bom prestigiar o cinema gaúcho.</span></p>
<p style="text-align:right;" align="right"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Publicado originalmente no jornal Pois É &#8211; N° 21.</span></em></p>
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		<title>Ensaio Sobre a Cegueira</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 04:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardonozari</dc:creator>
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Um dia habitual em uma metrópole qualquer. Dentro do carro, esperando o sinal abrir, um homem fica cego. Não é uma cegueira comum, escura, mas uma cegueira branca. O homem, naturalmente, vai ao oftalmologista, que não consegue detectar o problema na visão do paciente. Ao chegar em casa, o médico também cega, assim como todas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=190&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div><span style="color:#ffffff;">.</span><span style="font-family:Calibri;"><strong><span style="font-size:12pt;"><img class="aligncenter size-large wp-image-223" src="http://sobretudocinema.files.wordpress.com/2008/10/esac.jpg?w=420&#038;h=289" alt="" width="420" height="289" /></span></strong></span><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&quot;"></p>
<div>
<div>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0 0 10pt;">
</div>
</div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Um dia habitual em uma metrópole qualquer.</span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> Dentro do carro, esperando o sinal abrir, um homem fica cego. Não é uma cegueira comum, escura, mas uma cegueira branca. O homem, naturalmente, vai ao oftalmologista, que não consegue detectar o problema na visão do paciente. Ao chegar em casa, o médico também cega, assim como todas as pessoas que havia atendido naquele dia. Em pouco tempo, uma epidemia de cegueira branca assola a humanidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Quando José Saramago escreveu <em>Ensaio Sobre a Cegueira</em>, com esse enredo, queria fazer uma crítica ao modo de vida do homem moderno. A trama, aliás, é quase que apenas um pano de fundo para as instigantes reflexões do autor português. Escrito o livro, por muito tempo Saramago não quis vender os direitos de sua obra para uma adaptação cinematográfica. Temia que seu mundo de cegos pudesse acabar virando um mero filme de zumbis. Pois o receio do escritor terminou não se confirmando, já que o projeto caiu em boas mãos. O diretor Fernando Meirelles preservou em <em>Ensaio Sobre</em><em> a Cegueira</em> (Blindness, Canadá/Brasil/Japão, 2008) o tom humanista, focado na busca pela dignidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Esteticamente o filme é perfeito. A fotografia estourada não apenas dá o clima, mas é um dos mais importantes elementos da narrativa, já que passa ao espectador a sensação de “mergulho em um mar de leite” &#8211; modo como os personagens definem a tal cegueira branca. A direção de arte também é caprichada, conseguindo transformar grandes centros urbanos como São Paulo em lugares (ainda mais) deploráveis.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Mesmo assim, os cenários apocalípticos propostos por Saramago no livro me pareceram mais chocantes na versão escrita do que na filmada. Isso talvez seja decorrência do enxugamento feito por Meirelles: a primeira versão final de <em>Ensaio Sobre a Cegueira</em>, com quase três horas de duração, foi considerada muito forte por algumas platéias-teste. O diretor, então, reeditou o filme, cortando as cenas mais intensas. Outro pequeno problema é que, infelizmente, o longa não conseguiu transpor para o cinema toda a bagagem filosófica do livro. Mas isso, confesso, seria uma tarefa realmente muito difícil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O que parece incomodar algumas pessoas é o fato de que a cegueira chega ao final do filme sem uma explicação. Os personagens, que não têm nomes, simplesmente se adaptam àquela realidade, não buscam saber as causas da doença. Ao meu ver isso é perfeitamente plausível, pois em <em>Ensaio Sobre</em><em> a Cegueira</em>, livro e filme, o que importa são as conseqüências. </span></p>
<p></span></div>
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		<title>Desejo e Perigo</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 21:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardonozari</dc:creator>
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		<description><![CDATA[.]  
 
Os freqüentadores das salas de cinema de São Leopoldo costumam reclamar – com razão – que os filmes de qualidade chegam atrasados à terra capilé, quando chegam. Pois o fato é que a 5ª Seleção de Filmes Bourbon trouxe inéditos e bem falados títulos até nossa cidade e quase ninguém foi ver. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=181&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="color:#ffffff;">.</span></span></strong><span style="color:#ffffff;"><span style="color:#ffffff;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;">]<img class="aligncenter" src="http://toromag.files.wordpress.com/2008/01/28lust-600.jpg?w=600&#038;h=330" alt="" width="600" height="330" /></span></strong></span></span><strong> </strong><strong> </strong></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;">Os freqüentadores das salas de cinema de São Leopoldo costumam reclamar – com razão – que os filmes de qualidade chegam atrasados à terra capilé, quando chegam. </span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;">Pois o fato é que a 5ª Seleção de Filmes Bourbon trouxe inéditos e bem falados títulos até nossa cidade e quase ninguém foi ver. Na sessão do filme que vou comentar aqui eu pude contar: quatro pessoas dentro da sala em um sábado à noite.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;"><span> </span>Dito isso, vamos ao que interessa. <em>Desejo e Perigo</em> é o mais recente trabalho do aclamado diretor taiwanês (acho que essa palavra existe) Ang Lee, que deu o que falar a dois anos atrás com <em>O Segredo de Brokeback Mountain</em>. Ao contrário do que o pessoal já pode estar pensando, o novo filme não tem nada de gay, bem pelo contrário. A história se concentra em uma jovem chinesa (Wei Tang), que vê seu país dominado pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Tentando arranjar uma forma de combater os invasores, ela se junta a um grupo de estudantes que planeja assassinar um colaborador do lado nipônico (Tony Leung Chiu Wai). A protagonista, então, é infiltrada como espiã dentro da casa do inimigo, mas a relação entre a jovem e seu oponente começa a variar entre o ódio e o amor. Ou, se preferir, entre o desejo e o perigo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;"><span> </span>Com esse enredo, o filme consegue ser bem completo, mostrando vários ângulos da sociedade chinesa oprimida pelos japoneses. Aliás, nem tão oprimida assim. É interessante perceber como a guerra parecia não abalar o cotidiano das famílias mais ricas. Lembrando que, no início da década de 1940, boa parte da China ainda não era socialista.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana,sans-serif;"><span> </span>Um bom roteiro de ficção, entretanto, só ganha vida se o elenco o sustentar. E esse é, definitivamente, o caso de <em>Desejo e Perigo</em>. O casal de atores que estrela o filme tem um desempenho realmente muito bom. Ela, porque transita entre a jovem inocente e a espiã em conflito. Ele, porque retrata um homem interesseiro que carrega a responsabilidade do poder nas costas. Juntos, os personagens – e os atores – protagonizam algumas cenas de sexo que, pelo o que mostram, poderiam ser rotuladas de pornô. Mas, em seu segundo filme consecutivo, Ang Lee transforma a sacanagem em arte.</span></span></span></span></p>
<p style="text-align:right;"><em>Publicado originalmente no jornal Pois É &#8211; Nº 20</em></p>
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		<title>Os vencedores em Gramado</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 21:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>eduardonozari</dc:creator>
				<category><![CDATA[em dvd, ou não]]></category>
		<category><![CDATA[nos cinemas]]></category>

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		<description><![CDATA[


O Festival de Cinema de Gramado este ano foi pragmático em relação a sua competição de longas-metragens brasileiros: laureou os melhores.  Ao contrário do que ocorrera em 2007, quando quase todos os concorrentes abocanharam algum prêmio, esta edição do Festival distribuiu os Kikitos entre apenas três filmes.  
         Juventude ( Brasil, 2008 ), na minha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=175&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"><span style="color:#ffffff;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000000;"></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-family:Calibri;"><strong><span style="font-size:12pt;"><img class="aligncenter size-large wp-image-236" src="http://sobretudocinema.files.wordpress.com/2008/10/sem-titulo-1-copia.jpg?w=420&#038;h=314" alt="" width="420" height="314" /></span></strong></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Calibri;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">O Festival de Cinema de Gramado este ano foi pragmático em relação a sua competição de longas-metragens brasileiros: laureou os melhores.</span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">  Ao contrário do que ocorrera em 2007, quando quase todos os concorrentes abocanharam algum prêmio, esta edição do Festival distribuiu os Kikitos entre apenas três filmes.  </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">         <em>Juventude</em> ( Brasil, 2008 ), na minha opinião, foi o melhor. É um filme leve, com narrativa fluente e que, de tão bom, passa num piscar de olhos. Conduzido pelo consagrado diretor Domingos Oliveira – que também faz as vezes de ator – o longa acompanha o encontro de três homens na casa dos 70 anos, amigos que há muito tempo não se viam. Além de Domingos, no elenco principal ainda estão Paulo José e Aderbal Freire Filho, diretor de teatro não muito conhecido no cinema. O longa teve alguns problemas técnicos na exibição em Gramado, mas que não chegaram a prejudicar a essência do filme: roteiro com diálogos inteligentes, ao estilo Woody Allen. <em>Juventude</em> ganhou os Kikitos de melhor diretor, roteiro, montagem e qualidade artística.  </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">         Outro filme muito bom &#8211; e comentado &#8211; foi <em>A Festa da Menina Morta</em> ( Brasil, 2008 ). Com a estréia do ator Matheus Nachtergaele no cargo de diretor e roteirista, o longa retrata um vilarejo no interior da Amazônia que prepara uma cerimônia religiosa. A festa cultua o vestido rasgado de uma criança que, supostamente, morreu há vinte anos atrás. Durante uma coletiva de imprensa em Gramado, Nachtergaele confessou que escreveu o personagem principal, Santinho, pensando em interpretá-lo. Mas foi a produtora do filme, Vânia Catani, quem sugeriu Daniel de Oliveira para o papel. Fizeram a escolha correta. Famoso por sua interpretação de Cazuza, o ator deu veracidade a Santinho, jovem elevado à condição de líder religioso daquela comunidade. <em>A Festa da Menina Morta</em> levou os Kikitos de melhor ator, fotografia, música e prêmio especial do Júri, além de ser escolhido o melhor filme brasileiro pela crítica e pelo Júri Popular. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">         O grande vencedor do Festival, entretanto, foi outro. <em>Nome Próprio</em> ( Brasil, 2008 ) conta a trajetória de Camila, blogueira de vida conturbada que sonha em se tornar escritora. O filme é bom, mas perde o ritmo nos minutos finais. Fica a impressão de que o diretor Murilo Salles deixou muita coisa sobrando. O que compensa é a grande atuação de Leandra Leal, que interpreta os altos e baixos da complexa protagonista. O filme ganhou os Kikitos de melhor atriz, direção de arte e ainda a estatueta de melhor longa-metragem brasileiro. Para mim foi uma escolha equivocada. Em ano de Olimpíadas, <em>Nome Próprio</em> seria merecedor apenas da medalha de bronze. </span></p>
<p><span><em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0 0 10pt;" align="right"><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Publicado originalmente na revista News &#8211; Nº 77</span></em><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></em></p>
<p></em></span></span></span></span></span></span></span></div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobretudocinema.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobretudocinema.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobretudocinema.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobretudocinema.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobretudocinema.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobretudocinema.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobretudocinema.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobretudocinema.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobretudocinema.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobretudocinema.wordpress.com/175/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobretudocinema.wordpress.com&blog=3093411&post=175&subd=sobretudocinema&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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