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James Bond é um veterano de guerra. Já enfrentou bombas atômicas, conspirações internacionais e milionários lunáticos donos de engenhocas mortais. Problemas rotineiros na vida de um agente secreto. Em seu mais recente longa, no entanto, 007 se depara com um desafio inédito: a continuação.
Eu explico. Costumeiramente os filmes de James Bond possuem tramas independentes, sem conexão com a anterior e sem deixar pontas soltas (pelo menos não de propósito). Foi seguindo essa fórmula que a série conseguiu produzir 21 episódios, sem nunca sofrer com a pressão de ter que fazer uma seqüência tão boa quanto o original. Mas algumas mudanças começaram a ocorrer em Cassino Royale, penúltimo longa do espião. As inovações – James Bond se apaixona e cogita abandonar o serviço secreto, para citar duas – conquistaram o público e fizeram do filme a maior bilheteria de todos os capítulos de 007 até hoje. Talvez por isso os roteiristas de Quantum of Solace (EUA, 2008) tenham resolvido dar continuidade à trama de Cassino Royale. O que, infelizmente, não funcionou muito bem.
O enredo do longa é mais ou menos o seguinte: investigando os eventos do filme anterior, James Bond (Daniel Craig) chega ao Haiti, onde descobre as atividades de Dominic Greene (Mathieu Amalric), um mercenário que ganha a vida depondo governos de países subdesenvolvidos. O trabalho do momento é na Bolívia, onde um ex-ditador contrata os serviços do vilão a fim de retomar o poder. Bond, então, aterrissa em solo andino para desbaratar o esquema e descobrir as verdadeiras intenções de Greene, mas não consegue parar de pensar em como vingar Vésper, sua amada morta no filme anterior.
Tramas complexas sempre foram uma característica de 007, mas em Quantum of Solace o problema é mais acentuado, já que algumas informações e personagens apresentados em Cassino Royale são dadas como velhas conhecidas do público. Além disso, o filme não conseguiu manter o alto nível em alguns aspectos que garantiram o sucesso de seu antecessor, como a boa atuação do protagonista e cenas de ação bem fundamentadas.
Os pontos fracos de Quantum of Solace, entretanto, não fazem dele um mau filme. Na minha opinião, ainda é superior à média dos demais 007. Só teve o azar de suceder justamente Cassino Royale, a obra-prima da família Bond.
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É incrível como esse filme não chama a minha atenção em aspecto nenhum. Mas ficou um tempão aqui em São Leopoldo no cinema, né?
Comentário por Natacha Kötz 30/11/2008 @ 16:21Em compensação “Ensaio sobre a cegueira” entrou agora e provavelmente vai ficar uma semaninha só.
Tempão que não passava aqui, né?
E aí? Qual vai ser a próxima postagem?