Fim dos Tempos
20/07/2008, 6:29
Arquivado em: em dvd, ou não

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Há uns meses atrás, quando soube que M. Night Shyamalan ia lançar um novo filme de suspense, fiquei com medo. Não com medo da história sombria, mas de que o diretor de O Sexto Sentido conseguisse enterrar de vez sua carreira. Afinal, ultimamente ele não vem realizando bons trabalhos: A Vila, de 2004, já dava sinais de decadência e em 2006 A Dama na Água alcançou a ruindade extrema. Mas ainda não é dessa vez que Shyamalan entra para a turma dos fracassados sem volta. Seu novo filme, Fim dos Tempos, não chega a ser péssimo.

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. . . . A trama é sinistra. Em Nova York tudo está tranqüilo quando, de repente, uma espécie de transe suicida invade a cidade. Sem nenhum motivo aparente as pessoas param, olham para o horizonte como sonâmbulos e então se matam da maneira que estiver mais acessível. Alguns se atiram de prédios, outros se enforcam ou recorrem ao tradicional tiro na testa. Claro que, para o filme poder continuar, nem todo mundo é afetado ao mesmo tempo. O personagem de Mark Wahlberg, por exemplo, pega esposa e melhor amigo e foge para o interior da Pensilvânia tentando – inutilmente – escapar do tal surto.

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. . . . Não vou contar aqui o desfecho da história, mas é preciso dizer que Fim dos Tempos tem um marcante tom ambientalista, na linha “a vingança da natureza”. Outro ponto interessante do filme é a habilidade do diretor em criar um aterrador clima de suspense. Shyamalan mesmo sem estar em sua melhor forma consegue fazer com que uma simples brisa na copa das árvores produza calafrios no público.

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. . . . O lado ruim do filme fica por conta desse enredo sem pé nem cabeça (e também sem explicação), além do péssimo desempenho do elenco. São atuações inexpressivas, amadoras, mas que claramente estavam seguindo orientações do diretor. Wahlberg fala quase cochichando ao longo de todo o filme e Zooey Deschanel, que interpreta sua esposa, sustenta um rosto sonso e ingênuo.

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. . . . Assim Fim dos Tempos acaba sendo um filme B com boa produção. Mas é a prova de que alto orçamento não concerta roteiro falho.

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Publicado originalmente no jornal Pois É – Nº 18

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2 Comentários até o momento
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Oi. Tenho lido tuas críticas e gostado muito. Nesta, porém, eu discordo frontalmente qdo diz que não chega a ser péssimo. Creio ser um filme “C” com defeitos de películas amadoras. Foi a decepção do ano, na minha humilde opinião.

Comentário por Beto

Beto, eu também não gostei nem um pouco do filme.
Mas acho que nossa divergência está na decepção. Tu esperava um filme melhor, e eu esperava algo pior ainda.

Eu acho que o Shyamalan ou deveria embasar melhor os roteiros de suspense ou então trocar de gênero.

Comentário por eduardonozari




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